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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O QUE E ARTE?

A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc. Pode ser vista ou percebida pelo homem de três maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais). Atualmente alguns tipos de arte permitem que o apreciador participe da obra. O artista precisa da arte e da técnica para se comunicar.

Quem faz arte?

O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha. Outros objetos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas

Um comentário:

Anônimo disse...

"o que é arte" é uma pergunta que até hoje nem os artistas sabem ao certo. Na antiga grécia, o filósofo sócrates falava que a arte é a imagem na natureza, constituindo-se como uma espécie de espelho que refletia os fenômenos naturais.
Na modernidade a ideia de perguntar o que é arte se tornou vaga e sem sentido em si. Na verdade, invés de tal pergunta ou indagação, se deveria perguntar "quando há arte". Nesse sentido, evitamos caracterizar a arte como algo que tem um sentido inato, ou seja, desvinculada da construção histórica.
A realidade, assim como a arte não existe por si só, ambas são uma construção histórica. Alguns filósofos e literatos do século XIX E XX já expunham essa concepção. Para Walter Benjamin, importante filósofo do século XX, a arte na época moderna estava sendo abafada pela reprodutibilidade técnica, destruindo sua aura.
Em termos mais epistemológicos ou mesmo ontológicos, a arte e os artistas passaram por descontinuidades em suas formas expressivas. Os conteúdos simbólicos que funcionam no interior da representação artística, traduzidos em termos como fruidor e leitor, estabelecem uma relação dialógica entre os dois. Não obstante, é como se o fruidor( o artista) dependesse expressivamente do leitor( a pessoa que aprecia a obra de arte). A escola de constança foi fundamental para dissolver essa relação entre eles, afirmando que ambas estão no contexto da criação, pois o artista encontra matéria prima na realidade, embora, em um termo hegeliano, transforma esse realidade em uma realidade de expressão artificial( uma criação humana).
Muitos falam de mundo da arte, como por exemplo, os livros de Howard Becker, dando-se importância as relações que os artistas e as obras de arte assumem em termos institucionais. Para Pierre Bourdieu, o mundo da arte é substituído pelo "campo da arte", onde diferentes capitais e "habitus"( um conceito de Bourdianiano)assumem a gerência do processo.
Todavia, apesar de toda criação artística, um tema corrente na atualidade diz respeito a um possível fim da arte. Na pós-modernidade, com seus "Pastiches" e sua falta de profundidade seria a grande responsável pela condenação do futuro da arte. As obras de Warhol, são bem criticas pelos estudiosos da pós-modernidade.
Concluindo, e para não estender-me muito no assunto, é central no debate da arte, estudar as vanguardas( apesar de para muitos soar como um termo militar, principalmente para Baudelaire)e seus diversos objetivos. O artista pode até ser a "antena da raça", mas seu reconhecimento como tal advém de um público, seja ele mera indústria cultura ou um público erudito.