Postagens populares

quinta-feira, 17 de março de 2011

SERÁ QUE A PANGEA VAI VOLTAR?

POSTEI ESSA FOTO E ESSE COMENTÁRIO PARA QUE VOCÊS COMENTEM SOBRE TUDO ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO NA TERRA, A PANGEA VAI VOLTAR?
MAS NÃO COMO ANTES, É UMA FORMA DE DIZER, COMO SE FOSSE OS CONTINENTES TENDO ALGUM PROBLEMA, ALGO PARA DIZER.
COMENTEM, FAÇAM SUAS PESQUISAS.

2 comentários:

Anônimo disse...

sou filho da ex-professora Dona Anísia Santos. O mesmo que postou um comentário sobre "o que é arte".
Dividirei meu comentário em duas partes já que não dá pra colocá-lo de um vez, portanto, se virem dois comentários postados, saibam de antemão que faz parte do mesmo.
Tudo é possível, mas não tenho certeza de nada, como dizem meus amigos agnósticos. Como sabemos as placas tectônicas repousam parcialmente sobre o magma e em alguns casos acabam se chocando, acarretando terremotos e maremotos(ou tsunamis). Essa dependência das placas tectônicas em relação ao magma para se movimentar em alguns casos é ainda mais crítica. Um exemplo, nítido desse fenômeno natural é a caso da placa do Caribe, cuja localização encontra-se entre outras placas. Desse modo, em qualquer parte que ela busque movimentar-se acaba se chocando com outras placas.
Desde a teoria hegemônica de Afreld Wergener sobre a deriva continental e, portanto, da existência da pangeia, a geografia física e outras áreas do conhecimento como a história e a própria biologia, buscam analisar a questão: Se realmente os continentes estavam separados isso indica que em algum momento eles se juntaram. A evidência dessa interpretação, normativa e revolucionária em relação aos antigos estudos, trouxe a concepção da mobilidade das placas oceânicas que estão constantemente a se locomover; em alguns casos mais livremente, em outros, o processo de subsunção, isto é, a batida entre as placas sob a qual uma fica por cima da outra provoca as catástrofes naturais como a que ocorreu recentemente no Japão.
Sob esses argumentos, busco agora responder, claro que sinteticamente, a pergunta: Será que a pangeia vai voltar? primeiramente devemos ter em mente o que falei acima, ou seja, a ideia de que não temos controle suficiente para controlar o movimento das placas. Com isso estou querendo afirmar que a pangeia já percorreu seu trajeto primariamente, haja vista que estamos falando de um planeta cuja formação rochosa passa da casa dos milhões. Nesse sentido, faz muito tempo que o planeta existe, mas pouquíssimo tempo que a ciência descobriu o aparecimento da pangeia.
Dizer então que as placas tectônicas já percorreram todo o seu trajeto de encaixe é cair, pelo menos externamente, numa postura errônea e até mesmo ingênua, de como o planeta vem se comportando nesses últimos séculos (pra não resumir o problema apenas a este ou aquele). A volta da pangeia, de forma diferente, como foi posta na pergunta, pode transfigurar-se nos problemas que o planeta vem sofrendo hoje. Por exemplo, o efeito estufa(com a alta taxa de gás carbônico em suspensão, as ilhas de calor, a perda excessiva da flora e da fauna, especialmente os recifes de corais etc. A pangeia pode até voltar, mas suas causas secundárias vão ser totalmente, para não dizer absolutamente, diferentes da primeira.
tos.

Anônimo disse...

No século XX, o ocidente conviveu com duas guerras, e com diversos outros problemas decorrentes do neocolonialismo, disputas ideológicas e a fome em escala nunca vista antes. A idéia da razão iluminista, eterna, pura, otimista e feliz, cai por água abaixo no século XX, que com seus espelhos refletiu nos anjos do iluminismo os demônios dos dias de hoje. O ânimo da ciência e das pessoas no século XX, apesar de ter sido segundo Harvey, “talvez o século mais produtivo da história humana”, o século XX nos mostrou a efemeridade da modernidade, a vivência de catástrofes naturais e humanas, desespero, decepção e o pior de tudo o “medo” de conflitos.
A pangeia como é posta nos livros de geografia ocorreu por volta de 200 milhões de anos(ou mais de 500 em algumas fontes)quando ainda não se existia na terra seres humanos, para mim, os grandes responsáveis pelos desastres naturais atuais. Essa concepção que aqui esboço não teve aceitação imediata nos estudos científicos, pois ela faz uma ácida crítica as concepções mais conservadoras da cena política em diversos países, principalmente do g-8. Os estados Unidos, imerso na lógica da razão instrumental, não dão o respeito necessário as causas ambientais, que segundo o sociólogo Ricardo Abramoway, "constitui hoje o grande discurso social". Acordos como o tratado de Montreal e o tratado de Kyoto em 2005)ficam apenas no papel, pois quando vamos ver as metas de redução de poluentes, os resultados são baixíssimos.
Para os americanos e alguns países de primeiro mundo residentes no continente europeu a produção capitalista vem acima de tudo. Os desastres ecológicos são encarados, sob os adágios popularescos de seus líderes políticos como algo natural, externos à ação humana. Não há erro maior que aceitar que o planeta age por si só; sem que a capa de ferro de sobre a burocracia atual não possa está envolvida.
Josué de Castro, importante geógrafo pernambucano, na década de 60 já defendia a ideia de que as causas da fome e dos desastres ambientes não estão isentos de nossas ações, mas que eles são em grande parte efeito de nossas ações. A revolução verde, com seus pacotes tecnológicos e a cede de produzir mais alimentos no campo teve o efeito contrário. Só quem se beneficiou com tal projeto foram os países de primeiro mundo, os quais tendo dinheiro suficiente puderam comprar tratores e outros maquinários pesados. Na índia, por exemplo, os agricultores responsáveis pela pequena produção tornaram devedores dos Estados Unidos. Discordo veemente dá já então ultrapassada teoria de Malthus, que culpava a fome de milhões de seres humanos como sendo efeito do crescimento excessivo da população mundial. Muito pelo contrário, a fome existe pela falta de sua distribuição equânime entre os países do globo. Produzimos demais e distribuímos de menos.
Concluindo, já depois de ter exposto algumas ideias, espero ter contribuir para a formação e desenvolvimento de futuros debates sobre esse tema tão recorrente, deixo aqui minha teodiceia da formação de uma pangeia de causas humanas, principalmente político-econômicas. Para não cairmos no truísmo dos ignorantes cognoscentes de suas ações, é imprescindível buscar entender de que forma poderemos evitar uma futura tragédia. As gerações vindouras precisam de nossa contribuição, pois vivemos, significantemente, num mundo em que daqui a menos de cem anos mais de 50% morrerão prematuramente e daqui a 49 anos ainda terão 11 milhões de bocas pra alimentar.